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Mesa 18 - Você sabia que existe uma grande diferença entre realizar Eventos e ser Cerimonialista?

Em princípio, qualquer pessoa é capaz de realizar tal proeza. Quem não recebeu convidados, em sua casa, para o aniversário de um filho?

Quem não promoveu refeições em sua residência, para comemorar com parentes e amigos aprovação em concurso, promoção no trabalho ou o que quer que seja?

 

Compreende-se, sim, que, para realizar tais eventos, seus promotores-anfitriões começaram por definir quais seriam os convidados, qual a maneira de formular o convite, em que horário, local e com que trajes deveriam comparecer, como seriam recepcionados, onde se posicionariam, o que lhes seria servido, como e quando servir.

 

Ora, a definição das questões acima levantadas ou as respostas dadas a essas indagações já representam uma parte das tarefas afetas àqueles que se dedicam à atividade de cerimonial. Entretanto, cabe perguntar se, para festejar aniversários ou outros acontecimentos prazerosos, seria necessário saber o que é o Cerimonial?

 

Certamente que não, pois ninguém está impedido de realizar eventos particulares. Ademais, sabe-se que muitas famílias têm demonstrando algum desembaraço nessas ocasiões e que, de modo, geral muita gente possui noções intuitivas dos rudimentos do cerimonial público ou protocolo oficial.

 

Justamente nesse ponto é que se começa a vislumbrar uma diferença entre um evento singelo de âmbito familiar e aquele realizado com estrita observância das regras do Protocolo.

 

No primeiro caso, embora possa ser executado com perfeição e controle, os procedimentos são estabelecidos pelo anfitrião, já no segundo, o evento está sujeito à legislação que regulamenta o cerimonial brasileiro, bem como às normas impostas pelos usos e costumes.

 

A diferença entre essas duas hipóteses ficará mais nítidas no exemplo seguinte: Se o presidente de uma empresa governamental comparecer à casa de um de seus diretores, para a festa de 15 anos de uma filha, certamente o convite não foi feito por se tratar de autoridade, mas em razão de um relacionamento funcional.

 

Nesse quadro, mesmo sem deixar de ser autoridade, mas livre das responsabilidades inerentes ao cargo, receberá dos anfitriões um tratamento coloquial, desde que desobrigados de cumprir disposições legais, pois ali estará tão-somente a pessoa do presidente, o Fulano de Tal.

 

Em contrapartida, se ele comparecer a uma solenidade de caráter oficial é porque foi convidado na sua condição de presidente. Então, não poderá ser simplesmente o Fulano, mas o representante daquela instituição pública e, como tal, receberá as honras que lhes são devidas, conforme as normas do cerimonial público.

 

Considere-se que, nessas ocasiões, a par das prerrogativas da lei, pesam sobre os ombros das autoridades ocupantes de elevados cargos obrigações decorrentes dessa condição, a saber: cumprir horários, vestir-se convenientemente, participar da composição de Mesa Diretora e, não raro, ouvir como proferir discursos, a depender da natureza da solenidade.

 

Pois bem, enquanto o realizador de eventos sociais necessite basicamente conhecer procedimento protocolares consolidados pela tradição, aos quais pode adicionar o seu talento criativo, e enquanto o promotor de megaeventos se valha de uma logística mais aprimorada para satisfazer um grande número de espectadores, o que faria o Cerimonialista?

 

Pouco importando a dimensão do evento a seu encargo, cumpre a ele guardar fidelidade aos princípios que orientam o Cerimonial – Cordialidade, Solidariedade, Hospitalidade - para servir de mediador na comunicação que se estabelece entre autoridade e público, com vistas à valorização das instituições envolvidas.

 

Por fim, resta indagar ao leitor: você sabia que nestas linhas pode estar contido o conceito de profissionalismo?

 

Hugo de Faria Almeida

Brasília, DF, 28.12.2016

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